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O uso de telas de sombreamento: una alternativa para a produção de tomate cherry

Malhas: uma alternativa para aumentar a produção de tomate cherry

RESUMO

O uso de telas de sombreamento no cultivo protegido de hortaliças é uma técnica econômica, utilizada para melhorar a radiação e evitar o aumento da temperatura. Na presente investigação, foi avaliado o efeito da utilização de telas de sombreamento de quatro cores (azul, preto, vermelho e pérola) na produção de tomate cherry. O rendimento na tela de sombreamento de cor pérola aumentou 116.66 % em comparação com o rendimento obtido sob a tela de sombreamento de cor negra e, 122.85 % comparado com o rendimento obtido no exemplar (sem tela). De acordo com os resultados deste estudo, a tela de sombreamento pérola é considerada uma alternativa viável para a produção de tomate cherry. 

INTRODUÇÃO

O tomate cherry (Solanum lycopersicum L. var. cerasiforme) é uma variedade cultivada conhecida pelo seu elevado teor de carotenoides, vitamina C, compostos fenólicos, sólidos solúveis, sabor e amarração do fruto. No México, o rendimento médio de tomate cherry é de 27.48 t ha, sob condições de campo aberto. Enquanto que sob estufa, foi reportado um rendimento médio de 78.39 t ha. O uso de tela plástica para sombrear é uma técnica utilizada no cultivo protegido de hortaliças para diminuir a intensidade de radiação e evitar que a temperatura aumente durante os períodos quentes. Até agora, as telas mais vendidas são: a de cor negra e aluminizada, embora a tela de cor negra seja a mais utilizada por causa de seu custo mais baixo. No entanto, esta tela não é muito selectiva para a qualidade da luz, porque sombreia por igual toda a banda do espectro electromagnético, o que provoca uma diminuição da fotossíntese e rendimento. Nos últimos dez anos, iniciou-se o desenvolvimento de telas plásticas de sombreamento com propriedades ópticas especiais, com uma nova abordagem para melhorar a utilização da radiação solar no cultivo de hortaliças. As telas de sombreamento de cor modificam, especificamente, o espectro da luz filtrada nas regiões ultravioleta, visível e vermelho longínquo, intensifica a sua dispersão (luz difusa), afecta os seus componentes térmicos (região infravermelha) em função dos aditivos cromáticos do plástico e do design do tecido. A nova tecnologia fomenta o aumento do rendimento comercial, reduzindo distúrbios fisiológicos e as respostas fisiológicas relacionadas ao tamanho, peso, cor, amarração e tempo de colheita do fruto. Portanto, o objetivo do presente trabalho foi avaliar o efeito da cor, da tela de sombreamento, sobre o rendimento do tomate cherry.

MATERIAIS E MÉTODOS

A presente investigação foi realizada durante o ano de 2008, no México, a 25° 23′ LN e 101° 01′ LO, com altitude de 1743 metros. Foi utilizada a semente de tomate cherry híbrido Shiren (Hazera Seed Inc®). As sementes foram semeadas em 15 de Abril, em bandejas de poliestireno de 200 cavidades, utilizando-se como substrato turfa de musgo, primeira mistura. A 20 de Maio, as mudas atingiram uma altura de 15 cm e foram transplantadas em sulcos do solo, em macro-túneis de 48 m2. As mudas foram semeadas a 60 cm de distância entre plantas e 1.20 m entre sulcos, para uma densidade de plantação de 13 888 plantas ha. Foi utilizado um design experimental, totalmente ao acaso, com arranjo de parcelas divididas. A parcela maior consistiu na cor da cobertura do macro túnel: TI = tela de sombreamento azul (TSA); T2 = tela de sombreamento vermelha (TSV); T3 = tela de sombreamento negra (TSN); T4 = tela de sombreamento pérola (TSP) e o exemplar sem tela de sombreamento, enquanto que a parcela menor consistiu no sulco do solo. Foram consideradas cinco plantas de tomate cherry como unidade experimental. Foram utilizadas telas tipo Rashel, com um tamanho de orifício de 6 x 8 mm (30 % de sombra; Chromatinet®, Polysack Plástic Industries, Ltd.). Para satisfazer a procura hídrica e de elementos minerais do cultivo, aplicou-se uma solução dinâmica nutritiva (Castellanos y Ojodeagua 2009) com um sistema de fertirrigação por cinta. O fornecimento de água foi realizado de acordo com a etapa fenológica do cultivo, o qual oscilou de 0.50 a 2.5 L planta / día, a água de irrigação utilizada foi classificada com baixo teor de salinidade e baixo teor de sódio (C1S1), com uma relação de absorção de sódio (RAS) de 2.18, um pH de 7.8, um CE de 1.05 dS m-1 e contendo 3.51, 0.48, 0.22, 2.71, 3.12, 2.3 e 2.62 mmol L-1 de Ca2+, Mg2+, K+, Na+, HCO3-, CI-, SO42-, respectivamente. A tutoria foi feita com fio de ráfia para guiar a planta a duas hastes; aplicou-se preventivamente Actara® 25 WG (Thiametoxam) e Confidor® 350 SC (Imidacloprid) para o controlo de pragas. As variáveis microclimáticas registradas foram: temperatura (do solo e do ambiente), humidade relativa e o espectro de transmissão de radiação solar sob a tela. A temperatura ambiente e humidade relativa foram medidas com um termómetro digital (Taylor®, modelo 1452), que foi colocado a 20 cm acima do nível do solo e para registrar a temperatura do solo foi utilizado um termómetro analógico (Weksler® , modelo 3BKE). A radiação total (RT) em kilolux (klx) e a radiação fotossinteticamente activa (RFA) em µmol m-2 s-1 foram registradas mediante um sensor portátil Quantum (Apogee®, modelo BQM-S) e um medidor de luz portátil (Milwaukee® modelo SM-700), respectivamente; os quais foram colocados a 30 cm do nível do solo. Todas as medições foram feitas entre as 08:30, 12:00 e 15:00 h (hora local), no centro de cada macro túnel, sempre que se verificavam condições de céu limpo. As variáveis de resposta das plantas avaliadas foram: altura final da planta, número de frutos por planta, teor de sólidos solúveis, tamanho do fruto (diâmetro polar e equatorial do fruto), peso médio do fruto e rendimento. A altura final da planta foi determinada através da medição com uma fita métrica de 5 m, a partir da base do caule até ao ápice da planta, no fim do ciclo. Foram realizados quatro cortes, a 15 plantas em tratamento, para determinar o número de frutos por planta. Os sólidos solúveis foram determinados em uma gota de sumo do fruto, com um refratômetro portátil (0-32 % Brix, VRW®). O tamanho e peso médio do fruto foi determinado em três frutos por planta; enquanto que a produção por planta foi determinada pelo peso do número total de frutos por planta, pesados numa báscula Ohaus® modelo 3729 com capacidade máxima de 3 000 g e resolução de 0.1 g. A análise de variância e a comparação de médias do teste, Diferença Mínima Significativa (DMS) (p ≤ 0.05), foram realizadas com o programa estatístico SAS (SAS Institute 2004), para Windows versão 9.1.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

A RT no macro túnel com TSN, TSA, TSV e TSP, em comparação com o exemplar, mostrou uma diminuição de 45.03, 36.20, 30.33 e 24.53 %, respectivamente, enquanto que a RFA apresentou uma redução, em relação ao exemplar, de 44.71, 43.66, 43.54 e 38.58 % de transmissão, nos macro-túneis com TSA, TSP, TSN e TSV (Tabela 1). Sabe-se que 100 % da RT incidente, apenas 65 a 70 % penetra no interior da estrutura protegida. No que diz respeito à RFA, reportou reduções de entre 25 e 35 %. O anterior coincide com os resultados obtidos com a RFA transmitida por telas de cor branca, cinzenta, com 35 e 50 % de sombra, e vermelha, com 35 % de sombra, reduziram a RFA em 29 %, enquanto que as telas de cor vermelha, com 50 % de sombra, e negra, com 35 e 50 % de sombra, diminuíram a RFA em 41, 47 e 53 %, respectivamente, em relação á RFA do tratamento sem tela. Os resultados obtidos na presente investigação denotam que as telas de cor transmitiram diferentes quantidades de RT, devido ao número de fios (fios de 3×6 por polegada quadrada) para obter o efeito de sombreamento, as quais filtram selectivamente uma fracção maior da radiação solar que passa através dos fios plásticos. Enquanto que com a TSN, o tecido da tela plástica apenas permite a entrada de radiação pelos orifícios da tela, a qual não é filtrada selectivamente.

Altura final de planta

No presente trabalho, a altura final das plantas desenvolvidas sob a TSA, TSV, TSN, TSP, em relação ao exemplar, registaram um aumento de 195.63, 41.63, 4.24 e 89.19 %, respectivamente (Figura 1). A matéria seca da parte aérea das plantas desenvolvidas sob a TSA, TSV, TSN, TSP e exemplar, foi de 780.62, 348.27, 433.00, 617.34 e 666.36 g planta-1, respectivamente. A este respeito, o aumento da altura afecta um número maior de folhas e, por conseguinte, um teor mais elevado de clorofila. Adicionado ao anterior, diversos estudos demonstraram que as plantas desenvolvidas sob a TSP têm folhas maiores, mais espessas e fotossinteticamente activas, enquanto que sob a TSA são produzidas folhas maiores mas menos espessas. img..1 Figura 1. Altura final do tomate cherry com 100 dias de cultivo, sob tela de sombreamento de cor. Médias com a mesma letra, são as mesmas de acordo com o teste LSD (P < 0.05).

Qualidade do fruto e rendimento

Os tratamentos, durante o estudo, não afectaram o peso do fruto e o diâmetro polar e equatorial (Tabela 2). O valor médio obtido, do peso e do diâmetro do fruto, estava dentro do intervalo descrito para genótipos do tomate cherry, os quais são entre 10 e 30 g fruto-1 e de 1.5 a 3.5 cm, respectivamente. Por outro lado, o teor de SS oscilou entre 4.64 e 5.89 %, estes valores são semelhantes aos descritos por vários autores, ao avaliar o uso de telas de sombreamento de cor nos parâmetros de qualidade em genótipos de tomate. No presente estudo, os frutos obtidos sob a TSA apresentaram maior valor de SS superando o exemplar em 26.93 % (Tabela 2). O teor de SS em todos os tratamentos foi inferior a 7 °Bx, que foi assinalado para o tomate cherry. A este respeito, assinalam que alguns genótipos de tomate têm um potencial genético para aumentar o teor de sólidos solúveis, e que a radiação solar e a temperatura (> 30 °C) podem afectar estes níveis. Enquanto que a exposição do fruto, á intensidade de luz elevada (> 1000 µmol m-2 s-2) e a temperaturas inferiores a 40 °C, especialmente durante a divisão celular e a frutificação do fruto, reduz o teor de sólidos solúveis. Face ao exposto, é possível que as condições microclimáticas geradas sob os tratamentos em estudo, favoreceram a acumulação de ácidos orgânicos no fruto de acordo com o reportado.img…2 Tabela 2. Qualidade dos frutos e rendimento, com uma soma de quatro cortes de tomate cherry, sob uma tela de sombreamento colorida. PF = Peso do fruto, DE = Diâmetro equatorial, DP = Diâmetro polar, NF = Número de frutos, SS = Sólidos solúveis, CV = Coeficiente de variação. Médias com a mesma letra, em cada coluna, são as mesmas de acordo com o teste LSD (p < 0.05). As diferenças observadas no rendimento, referem-se ao número de frutos por planta e não ao peso médio dos mesmos (Tabela 2). O tratamento com TSP registrou um aumento no rendimento de 122.85 % em relação á média obtida no exemplar, com um rendimento médio de 10.92 t ha. O aumento no rendimento, de plantas desenvolvidas sob a TSP tem sido reportado para o cultivo de pepino e pimentão (El-Aidy 1991, Shahak et al. 2008). Adicionalmente, a TSP tem uma maior difusão de luz (62 %) que as TSA (26 %) e as TSN (11.4 %), pelo que as plantas desenvolvidas sob a TS (tela de sombreamento) de cor, com 30 % de sombra, captam mais luz que aquelas plantas desenvolvidas sob uma TSN com 30 % de sombra. Por outro lado, foi reportado um aumento no rendimento de cultivos de hortaliças, quando a altura da planta é maior, enquanto que uma diminuição na altura diminui o rendimento até 22 %. De acordo com os resultados deste estudo, a tela de sombreamento pérola, é considerada uma alternativa viável para a produção de tomates cherry.

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