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Gestão do cultivo de vegetais e seus efeitos sobre a sustentabilidade de um vale costeiro no deserto de Atacama, Chile

RESUMO

Os vales costeiros da XV Região do Chile, têm condições climáticas excepcionais para o cultivo de vegetais durante todo o ano. Esta região é o principal fornecedor de vegetais para a parte central do país, durante o inverno. O alto custo da terra no vale de Azapa e a escassa disponibilidade de água, está obrigando os produtores de vegetais a melhorem os seus sistemas de produção para manter esta actividade. O cultivo sob as malhas tem melhorado as condições fitossanitárias, o que produziu um impacto positivo na produção. O objetivo deste estudo foi descrever dois processos de produção no cultivo de tomate (ao ar livre e protegido com malha) e pimento (debaixo de uma malha) e os seus efeitos na produção, o uso eficiente da água e a concentração de sais que são devolvidos ao meio ambiente. Os resultados indicam que, os sistemas protegidos melhoram a eficiência de utilização da água e diminuem a emissão de nutrientes para o meio ambiente por kg produzido. Sugerimos que, com as novas técnicas de cultivo, é possível melhorar consideravelmente a eficiência da utilização de recursos sem afectar a produção.

Introdução

A região de Arica e Parinacota, apresentam condições climáticas excepcionais para o cultivo de vegetais durante todo o ano, sendo o principal fornecedor de vegetais para o país, durante o inverno. Prevalecem as condições climáticas do deserto costeiro, com nebulosidade abundante, ausência de geadas, ventos moderados, com elevada humidade relativa e elevada radiação solar directa, durante todo o ano. A temperatura média anual é de 18, as máximas anuais são de 23,6 oc e as mínimas de 13,8 oc. Apesar do clima ameno, que permite a produção de vegetais durante todo o ano, para os agricultores não é atractivo produzir durante o verão devido, principalmente, ao preço baixo que obtêm ao aumentar a oferta, pelo facto de existir uma concentração de produção durante o verão nas zonas produtoras de vegetais da região de Coquimbo de Maule. Esta oferta maior, a partir dos centros produtivos mais próximos da zona central, acrescenta custos ao transporte dos produtos, da comunidade de Arica para os centros de consumo do país. No entanto, há uma tendência para melhorar os processos de produção, especialmente em sistemas de proteção de cultivos e aumento da tecnologia de irrigação, que permitem manter as plantas em boas condições fitossanitárias. Estima-se que no vale de Azapa já existem cerca de 500 hectares de cultivo sob proteção. Os sistemas de cultivo sob a malha diminuem a utilização de pesticidas, permitem o uso de abelhas para a polinização e mantêm o cultivo em óptimas condições, aumentando assim o calendário comercial dos cultivos.Os vegetais de valor econômico superior por superfície cultivada, uso intensivo de matérias primas e mão-de-obra, são: o tomate para consumo fresco, que supera os840 ha, e o pimento com 138 ha (INE, 2008). Os rendimentos médios superam significativamente as médias nacionais, como se observa na Tabela 1.Tabela 1 Área (ha), total nacional e regional; rendimento (kg m -2), média nacional e média regional para cultivo de tomate e pimento.img….. 1Fonte: 1INE, 2008, 2INE, 2010.A procura dos consumidores por produtos de qualidade, gerou mudanças na gestão dos cultivos para optimizar a produção e qualidade dos vegetais. Os mercados exigem diferenciar-se dos concorrentes, pelo facto dos consumidores terem acesso e conhecimento da informação numa escala superior. Estes procuram, não apenas produtos de qualidade, mas também, valorizam que os processos de produção sejam sustentáveis do ponto de vista da proteção ambiental. A sustentabilidade agrícola, é um termo para expressar a necessidade de criar condições que permitam que esta actividade possa permanecer ao longo do tempo. A agricultura depende do meio ambiente natural e causa um grande impacto sobre a biosfera, pelo que precisa estar sujeita a normativas para diminuir o impacto nesta actividade. Incentivar normativas como ChileGAP, certificações de Boas Práticas Agrícolas e ISO 14.000, de gestão ambiental; permite controlar os processos de produção e a rastreabilidade dos alimentos. Os cultivos intensivos, especialmente vegetais, são os mais vulneráveis á sustentabilidade pela utilização de recursos como água e matérias primas, e o efeito que eles causam no cuidado com o meio ambiente.No caso do vale de Azapa, a instalação da indústria de sementes gerou uma maior competição pelos recursos naturais, especialmente do solo e da água. Em poucos anos, o custo da terra agrícola quadruplicou, forçando melhorar os sistemas de produção, a fim de manter esta actividade sustentável. A sobre-exploração do aquífero de San José está a afectar a disponibilidade e a qualidade da água devido a: 1) habilitação de solos; 2) ineficiência nas técnicas de irrigação e 3) sobre fertilização. O aquífero do rio San José, é também a fonte de água potável para a cidade de Arica. Segundo a Direção Geral de Águas (DGA), a exploração do aquífero de Azapa está sobre a sua capacidade sustentável, na ordem de 700 l seg.-1, uma vez que os direitos de utilização da água superam os 3.000 l seg.-1 e a exploração real é de 1.000 l seg.-1.Material e MétodoLocalização e descrição das propriedadesPara o cultivo de tomate, foram seleccionados 14 agricultores da parte alta, média e baixa do vale de Azapa que cultivaram, simultaneamente, tomate ao ar livre e sob malha. Com isso, garantiu-se que as descrições de ambos os sistemas de produção foram descritas segundo a tecnologia utilizada e não segundo oagricultor. No caso do pimento, os cultivos ao ar livre foram marginais e pouco representativos, de modo que se descreveu o sistema de produção, sob plástico, com base em dados de cinco produtores da parte média e baixa do vale.Período descritoOs dados referem-se á descrição da campanha de 2011 e 2012, e apresenta-se as médias de ambas as campanhas. A produção é fora de temporada, para suprir a procura por esses vegetais durante o inverno, e seu principal período de cultivo é de Março a Outubro.Gestão do cultivoO marco de plantação, irrigação, fertilização e tratamentos fitossanitários, foi característico para cada unidade de produção e muito heterogéneos entre si. Para padronizar os critérios, foram considerados: a densidade de plantação, o consumo hídrico, a produção e a emissão de iões por metro quadrado.Análise de fertirrigaçãoRealizou-se uma análise à água de irrigação, com uma amostra de água do canal Lauca e/ou do poço. Semanalmente, analisaram-se amostras da fertirrigação e os drenos, para determinar o fornecimento hídrico, a absorção de nutrientes e a emissão de iões para o meio ambiente.Para obter a informação do volume de água fornecido e de drenagem, em cada unidade de produção, colocaram-se dois conta-gotas de controlo e quatro recipientes, com fibra de coco, sobre uma bandeja de drenagem. Cada recipiente tinha um metro de comprimento e um volume de 30 l, com duas a quatro plantas por recipiente, de acordo com o marco de plantação de cada agricultor. Os dados consideraram, em média, duas medições semanais. A amostra do conta-gotas de controlo e das drenagens, foram analisadas no laboratório de águas da Faculdade de Ciências Agronômicas da Universidade de Tarapacá.Parâmetros medidosQuantificou-se a produção total, o uso eficiente da água e a emissão de iões para o meio ambiente. Para o cálculo do uso eficiente da água fez-se a relação entre o fornecimento hídrica total do período e a produção total.Análise de aniõesOs aniões (Cl-, NO3-,H2PO4- y SO42-) foram determinados por cromatografia iónica com um cromatógrafo iónico DIONEX 2000 i/sp. Foi utilizada a coluna Ion Pac AS4A P/N 37401, a qual está protegida por uma pré-coluna das mesmas características que a própria coluna e, foram empregadas as seguintes condições cromatográficas: Weib, 1983; Engels e Marschner, 1993; Gil de Carrasco et al., 1994; Schurr e Schulze, 1995.Análise de catiõesOs catiões Ca2+ y Mg2+ foram medidos por absorção atómica com um espectrofotómetro de absorção atómica, marca Perkin-Elmer, modelo 2380. O Na+ e K+ foram medidos por fotometria de chama, utilizando o mesmo instrumento anterior.Emissão para o meio ambientePara o cálculo de emissão de iões para o meio ambiente, adicionou-se a média de concentração de catiões e aniões por peso equivalente e multiplicou-se pelo volume médio de drenagens, durante todo o ano produtivo.ResultadosOs resultados de produção, o consumo hídrico e a emissão de iões para o meio ambiente, são indicados na Tabela 2. Tabela 2. Produção média (kg m -2), uso eficiente da água (Kg produzidos m -3 água fornecida) e emissão de iões para o meio ambiente (T ha-1 ano-1), de acordo com o cultivo e sistema de cultivo.Observa-se que os resultados de produção em tomates aumentam consideravelmente em cultivos protegidos, porque a planta está em melhores condições fitossanitárias, portanto, impede o envelhecimento prematuro da planta, observado nas plantas ao ar livre. Consequentemente, aumenta o calendário comercial no cultivo protegido sob malha. As médias de produção ao ar livre são semelhantes às médias nacionais e inferior à média regional, como indicado pelo INE (2010). No entanto, as médias de produção de tomate sob malha, praticamente duplicam a média regional (Tabela 1). No caso do pimento, a produção média do cultivo de pimento, duplica a média observada pelo INE (2010).Em relação ao uso eficiente da água, no caso do tomate, se se calcula o inverso da eficiência hídrica (l fornecidos por kg produzidos), observa-se que ao ar livre são necessários 80 l de água por cada kg produzido. Estes dados são semelhantes, onde se indica uma marca hídrica referencial de 89,1 l kg-1, na zona alta da bacia do rio San José; 69,4 l kg-1, na zona média e 95,6 l kg-1 na zona baixa, dando uma média de 84,7 l kg-1, na bacia do San José. Estes valores são mais baixos do que os descritos para outras zonas do país e, explicam-se devido à produção que se concentra durante o Outono-Inverno com uma menor procura evapotranspiração do cultivo, em relação a cultivos de primavera-verão. No caso do cultivo de tomate sob malha, o uso eficiente da água aumenta, principalmente devido ás melhores condições de cultivo, menor evapotranspiração e aumento do período de cultivo. No entanto, este valor é inferior a 31,9 kg m-3, e pode ser explicado pelo tempo e frequência de aplicação de irrigação, onde foi generalizado uma a duas regas diárias. Portanto, pode melhorar significativamente aperfeiçoando as técnicas de irrigação (não necessariamente os sistemas).No caso do cultivo de pimento, o uso eficiente da água é superior ao indicado para uma estufa do tipo parreira básica, no solo e sem aquecimento, com eficiência de uso de água de 11,87 kg m-3, em que o óptimo descrito é de 15,83 kg m-3, numa estufa multi-túnel; com 4,5 m para o canal; cultivo em substrato e com aquecimento permanente de 18-19 °C de água quente distribuída pelos carris.As medições de campo que foram feitas ao longo de todo o vale de Azapa por agrônomos da Universidade de Tarapacá, demonstram que a fertilização devegetais é uma das práticas culturais que mais afectam a sustentabilidade econômica e do meio ambiental do produtor. A emissão de aniões refere-se a carga de fertilizantes descarregados para o solo e para o aquífero, que não são aproveitados pela planta. É maior em sistemas produtivos sob proteção, devido a um período produtivo mais longo e, portanto, o aumento da aplicação de fertilizantes. A emissão total de iões, incluí a concentração de sais fornecidos pela água de irrigação (sódio, cálcio, cloreto e sulfato).ConclusãoPode-se aumentar a sustentabilidade dos sistemas produtivos, tanto em tomate como em pimento, com técnicas de irrigação e uma nutrição adequada das plantas. Melhorar o uso eficiente da água, com técnicas de irrigação de acordo com as características físicas do solo, condições ambientais e com os requisitos do cultivo. A emissão de iões para o meio ambiente pode ser reduzida, se a nutrição das plantas for feita com base em um programa de fertilização de acordo com o tipo de água, necessidades do cultivo, estado fenológico da planta, condições ambientais e os objetivos de produção. A forma como é fertilizado no vale de Azapa incide na salinização dos solos e afecta a qualidade da água do aquífero ao lixiviar os sais.

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