menu
Buscar:
Panal
Abeja
Curva
Galería
Videos
Artículos
Whatsapp
Mail
Chat
A partir do cruzamento interespecífico entre Cucumis longipes e cultivares de Cucumis anguria, Avaliação de linhagens de Maxixe Paulista em ambiente protegido

A partir do cruzamento interespecífico entre Cucumis longipes e cultivares de Cucumis anguria, Avaliação de linhagens de Maxixe Paulista em ambiente protegido

RESUMO ambiente protegido

Maxixe Paulista é um novo tipo de maxixe derivado do cruzamento de Cucumis anguria x Cucumis longipes. Com características distintas de fruto além disso folhas. O objetivo é comparar a produção de frutos das linhagens Maxixe Paulista e do tipo Comun quando cultivadas em ambiente tutelado. Em ambiente protegido. As mudas obtidas em bandejas de polietileno e quando possuem cinco folhas. São transferidas para vasos de cinco litros contendo uma mistura de areia.

A partir do cruzamento interespecífico entre Cucumis longipes além disso cultivares de Cucumis anguria, Koch & Costa. (1991) iniciaram um programa de melhoramento de maxixe conseguindo. Entre outras características, quadruplicar a massa do fruto. Após alguns ciclos de seleção massal foram obtidas várias dezenas de linhagens de maxixe. Que diferem do tipo comum pela ausência de espiculosidade. Maior tamanho de fruto além disso formato de folha não lobulada, semelhante ao pepino.

cultivo em ambiente protegido

Essas linhagens foram avaliadas. (Modolo et al., 1999) e selecionadas, dando origem a um novo tipo que foi denominado Maxixe Paulista. Modolo e Costa apontam que a melhor característica que melhor caracteriza. As diferenças entre as linhagens Paulista e Comum é a massa média dos frutos. As linhagens de Maxixe Paulista apresentam massa média 66 a 91%. Maior que o Comum e, apesar de não apresentarem diferenças entre si em produção. E massa média de frutos. Cada linhagem possui características peculiares. Dentre estas se pode destacar a formação lenta de sementes. A maior espessura de polpa dos frutos, a prolificidade além disso a menor dormência de sementes. Estas linhagens precisam ser novamente avaliadas. Bem como adequadas a novas tecnologias de produção. Como em ambiente protegido, empregando poda além disso tutoramento.

ambiente protegido
tutoramento de anguria

Vários autores destacaram as vantagens do cultivo em ambiente protegido.

(Oliveira et al, 1997; Andriolo, 1999; Brandão Filho & Callegari, 1999; Martins, 2000). Dentre elas se pode citar aumento de produtividade, sendo para algumas culturas de duas a três vezes maior que a do cultivo convencional. Colheitas na entressafra. Diminuindo a sazonalidade de produção além disso regularizando o abastecimento. Maior precocidade na colheita; melhor qualidade dos produtos. Essa atividade propicia o cultivo fora de época além disso em locais onde as condições climáticas são limitantes.

Para culturas mais exigentes em temperatura. Como é o caso do maxixe, a utilização de ambientes protegidos não restringe a época de plantio. Uma vez que temperaturas mais altas podem ser obtidas. Mesmo em épocas ou regiões com temperatura amena. Entretanto, o intenso uso de uma pequena área no cultivo protegido. Pode gerar problemas de salinização além disso de ordem fitossanitária. Segundo Trani et al. (1997) devido a estes problemas. Vem-se observando uma expansão menos acentuada do cultivo protegido no estado de São Paulo.

Problemas fitossanitários

Para se obter melhor resposta no manejo em ambiente protegido. É imprescindível conhecer as condições necessárias. Para que a planta tenha um bom crescimento e desenvolvimento. As interações entre planta, ambiente além disso práticas fitotécnicas utilizadas condicionam respostas quantitativas. Principalmente produtividade, e qualitativas. Tais como melhoria das características organolépticas além disso nutricionais. (Martins et al., 1998).

No cultivo de pepino a tecnologia de produção em ambiente protegido permite obter altos rendimentos por unidade de área. Com produtos de alta qualidade fazendo com que esta hortaliça ocupe o segundo lugar em importância nesse sistema de cultivo. (Trani et al., 1997; Cañizares, 1998). Na cultura do maxixe, o sistema de cultivo tradicional utiliza pouquíssimas práticas fitotécnicas. A maior parte da produção provém de populações sub-espontâneas em roçados ou em plantios de subsistência. (Paiva, 1984). A produtividade é baixa além disso a planta é transportada. No subsolo com os frutos em contato com o solo. Causando má coloração além disso depreciação comercial.

Produção de maxixe

O objetivo deste trabalho foi comparar a produção de frutos de linhagens de Maxixe Paulista e do tipo Comum quando cultivados em substrato além disso ambiente protegido, com tutoramento e poda.

MATERIAL E MÉTODOS

Foram avaliadas três linhagens elite de Maxixe Paulista, denominadas L1, L2 e L60. (Modolo et al. 1999) além disso uma cultivar de Maxixe Comum (A) como testemunha.

As mudas foram produzidas em bandejas de poliestireno expandido além disso após 38 dias, quando as plantas apresentavam 5 folhas verdadeiras, foram transferidas para vasos de cinco litros contendo uma mistura de areia, vermiculita, e húmus na proporção de 7:2:1 respectivamente os vasos foram colocados em 4 fileiras duplas, com espaçamento de 1,0 m entre fileiras e 0,5 m entre vasos.

Frequência de irrigação

O delineamento experimental foi de blocos casualizados, com oito repetições além disso parcelas com oito plantas. As plantas foram conduzidas verticalmente, através de uma fita de ráfia presa na parte basal do caule de cada planta além disso em um fio de arame localizado a 2 m de altura a poda adotada foi baseada no protocolo utilizado para o cultivo de pepino, onde foram eliminadas as 7 primeiras brotações laterais a partir da base da haste principal. Nas brotações subseqüentes, fez-se a poda após o aparecimento do terceiro fruto na haste secundária. Não foi feita poda apical da haste principal após alcançar o fio de arame de sustentação das fitas de tutoramento.

Para a irrigação foi utilizado sistema de mangueiras de gotejamento do tipo espaguete além disso a fertiirrigação. Foi feita com o adubo Kristalon conforme recomendação do fabricante para cultura do pepino.

Período de floração

Para que não houvesse salinização do substrato, a condutividade elétrica. (EC) da solução fornecida a planta foi monitorada e ajustada a uma faixa de 1,0 a 1,5 dS m-1 em cada fertirrigação durante todo o ciclo da cultura, os nutrientes foram fornecidos às plantas a cada três dias do seguinte modo: 1) com a entrada de água na caixa suspensa eram colocados os adubos de acordo com a recomendação do fabricante; 2) as fertirrigações eram efetuadas; 3) quando o nível da solução da caixa chegava próximo ao fim, enchia-se a caixa com água; 4) efetuava-se somente a irrigação nos próximos três dias; 5) após este período efetuava-se o mesmo procedimento para nova fertirrigação.

No período de floração, foi colocada uma caixa com abelhas no interior da estrutura para promover a polinização.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

O Maxixe Comum apresentou maior prolificidade expressa em número total de frutos, com valores entre 48,8 e 70,7% superiores às três linhagens do Paulista. (Tabela 1). A produção das linhagens com relação à massa total de frutos foi equivalente a do tipo Comum. A produtividade de Maxixe Comum foi de 2,9 kg m-2 enquanto a L2 atingiu 3,5 kg m-2.

Planta de maxixe

Conforme relatado por Modolo & Costa (2001) a variável que melhor caracteriza a diferença entre as linhagens de Maxixe Paulista e tipo o Comum é a massa média dos frutos. Isto também foi constatado no sistema de cultivo em ambiente protegido, pois a massa média dos frutos das linhagens foi de 62 a 84% superior ao tipo Comum. (Tabela 1).

Entre as linhagens, a L2 destacou-se pelo seu desempenho tanto na massa total como na massa média dos frutos. Quanto à produção total, a L2 foi superior às demais linhagens, porém, com massa média dos frutos 75% maior que o tipo comum. por ejemplo Essa linhagem apresentou maior produção, sem que isso acarretasse uma diminuição na massa média do fruto. Podendo ser apontada como uma nova cultivar deste novo tipo de maxixe novos estudos deverão ser realizados em outras regiões produtoras, para confirmar os atuais resultados.

Marouelli et al. (2001), estudando o efeito residual de fontes de nitrogênio no cultivo de maxixe tutorado em rede agrícola, sem podas além disso em ambiente protegido, obteve produtividade de 4,4 kg m-2. Entretanto os atuais resultados são superiores aos encontrados por Leal et al. (2001) que, no cultivo tutorado de maxixe em ambiente com 50% de sombra, obtiveram produtividade variando de 0,19 a 0,6 kg m-2.

O manejo da planta de maxixe tutorada, com podas além disso em ambiente protegido trouxe algumas dificuldades na condução do experimento.

A planta de maxixe, embora sendo do mesmo gênero que o pepino, não teve a mesma resposta ao protocolo de podas das suas hastes laterais. Tanto no maxixe Paulista como no Comum, houve uma forte brotação lateral na parte basal da planta. A concentração de brotação e frutificação na região basal da planta fez com que houvesse pisoteamento das ramas laterais nas etapas finais de colheita.

Ambiente protegido

Isto mostra a dominância do caráter silvestre e pouco domesticado do maxixe quando comparado a outras espécies como o pepino. Nas modernas variedades ginóicas de pepino, a frutificação ocorre principalmente na haste principal, com domínio sobre as brotações laterais (Maroto, 1994).

A grande vantagem do cultivo em ambiente protegido e condução com tutoramento e podas é a regularidade de produção, com o máximo de qualidade dos frutos. Uma das possibilidades de adequar a planta de maxixe a esse sistema de cultivo seria o tutoramento em rede agrícola, sem o uso de podas. Neste caso, a rede facilitaria o tutoramento vertical e horizontal das hastes secundárias e terciárias, evitando o contato dos frutos com o solo, melhorando sua qualidade e facilitando a colheita.

Outra dificuldade encontrada em ambiente protegido foi o manejo da caixa de abelhas para a polinização. Esta prática tem sido descrita por vários autores, tanto na polinização de pepino quanto na de melão, quando cultivados em ambiente protegido (Maroto, 1994; Robinson & Decker-Walters, 1997; Cañizares, 1998). No cultivo de melão pero o período de polinização é feito de maneira concentrada pois são deixados de 3 a 4 frutos/planta.

Presencia de polinizadores

Neste caso, a presença de polinizadores ocorre por um período curto de tempo. No cultivo de maxixe, como são realizadas diversas colheitas. O período de floração e frutificação pode se estender por meses. No atual experimento, com o passar do tempo houve uma redução considerável no número de indivíduos da colméia, o que provocou má formação de frutos atribuída à falta de polinização no final do ciclo da cultura. en primer lugar O manejo da caixa de abelhas em ambiente fechado ainda precisa ser melhor elucidado. Uma alternativa no manejo da polinização da cultura seria a abertura das cortinas e/ou telados laterais nos horários propícios para permitir a entrada de abelhas externas, sem a necessidade de colocação de caixas no interior do ambiente protegido.

Deixe um comentário


RESUMO ambiente protegido

Maxixe Paulista é um novo tipo de maxixe derivado do cruzamento de Cucumis anguria x Cucumis longipes. Com características distintas de fruto além disso folhas. O objetivo é comparar a produção de frutos das linhagens Maxixe Paulista e do tipo Comun quando cultivadas em ambiente tutelado. Em ambiente protegido. As mudas obtidas em bandejas de polietileno e quando possuem cinco folhas. São transferidas para vasos de cinco litros contendo uma mistura de areia.

A partir do cruzamento interespecífico entre Cucumis longipes além disso cultivares de Cucumis anguria, Koch & Costa. (1991) iniciaram um programa de melhoramento de maxixe conseguindo. Entre outras características, quadruplicar a massa do fruto. Após alguns ciclos de seleção massal foram obtidas várias dezenas de linhagens de maxixe. Que diferem do tipo comum pela ausência de espiculosidade. Maior tamanho de fruto além disso formato de folha não lobulada, semelhante ao pepino.

cultivo em ambiente protegido

Essas linhagens foram avaliadas. (Modolo et al., 1999) e selecionadas, dando origem a um novo tipo que foi denominado Maxixe Paulista. Modolo e Costa apontam que a melhor característica que melhor caracteriza. As diferenças entre as linhagens Paulista e Comum é a massa média dos frutos. As linhagens de Maxixe Paulista apresentam massa média 66 a 91%. Maior que o Comum e, apesar de não apresentarem diferenças entre si em produção. E massa média de frutos. Cada linhagem possui características peculiares. Dentre estas se pode destacar a formação lenta de sementes. A maior espessura de polpa dos frutos, a prolificidade além disso a menor dormência de sementes. Estas linhagens precisam ser novamente avaliadas. Bem como adequadas a novas tecnologias de produção. Como em ambiente protegido, empregando poda além disso tutoramento.

ambiente protegido
tutoramento de anguria

Vários autores destacaram as vantagens do cultivo em ambiente protegido.

(Oliveira et al, 1997; Andriolo, 1999; Brandão Filho & Callegari, 1999; Martins, 2000). Dentre elas se pode citar aumento de produtividade, sendo para algumas culturas de duas a três vezes maior que a do cultivo convencional. Colheitas na entressafra. Diminuindo a sazonalidade de produção além disso regularizando o abastecimento. Maior precocidade na colheita; melhor qualidade dos produtos. Essa atividade propicia o cultivo fora de época além disso em locais onde as condições climáticas são limitantes.

Para culturas mais exigentes em temperatura. Como é o caso do maxixe, a utilização de ambientes protegidos não restringe a época de plantio. Uma vez que temperaturas mais altas podem ser obtidas. Mesmo em épocas ou regiões com temperatura amena. Entretanto, o intenso uso de uma pequena área no cultivo protegido. Pode gerar problemas de salinização além disso de ordem fitossanitária. Segundo Trani et al. (1997) devido a estes problemas. Vem-se observando uma expansão menos acentuada do cultivo protegido no estado de São Paulo.

Problemas fitossanitários

Para se obter melhor resposta no manejo em ambiente protegido. É imprescindível conhecer as condições necessárias. Para que a planta tenha um bom crescimento e desenvolvimento. As interações entre planta, ambiente além disso práticas fitotécnicas utilizadas condicionam respostas quantitativas. Principalmente produtividade, e qualitativas. Tais como melhoria das características organolépticas além disso nutricionais. (Martins et al., 1998).

No cultivo de pepino a tecnologia de produção em ambiente protegido permite obter altos rendimentos por unidade de área. Com produtos de alta qualidade fazendo com que esta hortaliça ocupe o segundo lugar em importância nesse sistema de cultivo. (Trani et al., 1997; Cañizares, 1998). Na cultura do maxixe, o sistema de cultivo tradicional utiliza pouquíssimas práticas fitotécnicas. A maior parte da produção provém de populações sub-espontâneas em roçados ou em plantios de subsistência. (Paiva, 1984). A produtividade é baixa além disso a planta é transportada. No subsolo com os frutos em contato com o solo. Causando má coloração além disso depreciação comercial.

Produção de maxixe

O objetivo deste trabalho foi comparar a produção de frutos de linhagens de Maxixe Paulista e do tipo Comum quando cultivados em substrato além disso ambiente protegido, com tutoramento e poda.

MATERIAL E MÉTODOS

Foram avaliadas três linhagens elite de Maxixe Paulista, denominadas L1, L2 e L60. (Modolo et al. 1999) além disso uma cultivar de Maxixe Comum (A) como testemunha.

As mudas foram produzidas em bandejas de poliestireno expandido além disso após 38 dias, quando as plantas apresentavam 5 folhas verdadeiras, foram transferidas para vasos de cinco litros contendo uma mistura de areia, vermiculita, e húmus na proporção de 7:2:1 respectivamente os vasos foram colocados em 4 fileiras duplas, com espaçamento de 1,0 m entre fileiras e 0,5 m entre vasos.

Frequência de irrigação

O delineamento experimental foi de blocos casualizados, com oito repetições além disso parcelas com oito plantas. As plantas foram conduzidas verticalmente, através de uma fita de ráfia presa na parte basal do caule de cada planta além disso em um fio de arame localizado a 2 m de altura a poda adotada foi baseada no protocolo utilizado para o cultivo de pepino, onde foram eliminadas as 7 primeiras brotações laterais a partir da base da haste principal. Nas brotações subseqüentes, fez-se a poda após o aparecimento do terceiro fruto na haste secundária. Não foi feita poda apical da haste principal após alcançar o fio de arame de sustentação das fitas de tutoramento.

Para a irrigação foi utilizado sistema de mangueiras de gotejamento do tipo espaguete além disso a fertiirrigação. Foi feita com o adubo Kristalon conforme recomendação do fabricante para cultura do pepino.

Período de floração

Para que não houvesse salinização do substrato, a condutividade elétrica. (EC) da solução fornecida a planta foi monitorada e ajustada a uma faixa de 1,0 a 1,5 dS m-1 em cada fertirrigação durante todo o ciclo da cultura, os nutrientes foram fornecidos às plantas a cada três dias do seguinte modo: 1) com a entrada de água na caixa suspensa eram colocados os adubos de acordo com a recomendação do fabricante; 2) as fertirrigações eram efetuadas; 3) quando o nível da solução da caixa chegava próximo ao fim, enchia-se a caixa com água; 4) efetuava-se somente a irrigação nos próximos três dias; 5) após este período efetuava-se o mesmo procedimento para nova fertirrigação.

No período de floração, foi colocada uma caixa com abelhas no interior da estrutura para promover a polinização.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

O Maxixe Comum apresentou maior prolificidade expressa em número total de frutos, com valores entre 48,8 e 70,7% superiores às três linhagens do Paulista. (Tabela 1). A produção das linhagens com relação à massa total de frutos foi equivalente a do tipo Comum. A produtividade de Maxixe Comum foi de 2,9 kg m-2 enquanto a L2 atingiu 3,5 kg m-2.

Planta de maxixe

Conforme relatado por Modolo & Costa (2001) a variável que melhor caracteriza a diferença entre as linhagens de Maxixe Paulista e tipo o Comum é a massa média dos frutos. Isto também foi constatado no sistema de cultivo em ambiente protegido, pois a massa média dos frutos das linhagens foi de 62 a 84% superior ao tipo Comum. (Tabela 1).

Entre as linhagens, a L2 destacou-se pelo seu desempenho tanto na massa total como na massa média dos frutos. Quanto à produção total, a L2 foi superior às demais linhagens, porém, com massa média dos frutos 75% maior que o tipo comum. por ejemplo Essa linhagem apresentou maior produção, sem que isso acarretasse uma diminuição na massa média do fruto. Podendo ser apontada como uma nova cultivar deste novo tipo de maxixe novos estudos deverão ser realizados em outras regiões produtoras, para confirmar os atuais resultados.

Marouelli et al. (2001), estudando o efeito residual de fontes de nitrogênio no cultivo de maxixe tutorado em rede agrícola, sem podas além disso em ambiente protegido, obteve produtividade de 4,4 kg m-2. Entretanto os atuais resultados são superiores aos encontrados por Leal et al. (2001) que, no cultivo tutorado de maxixe em ambiente com 50% de sombra, obtiveram produtividade variando de 0,19 a 0,6 kg m-2.

O manejo da planta de maxixe tutorada, com podas além disso em ambiente protegido trouxe algumas dificuldades na condução do experimento.

A planta de maxixe, embora sendo do mesmo gênero que o pepino, não teve a mesma resposta ao protocolo de podas das suas hastes laterais. Tanto no maxixe Paulista como no Comum, houve uma forte brotação lateral na parte basal da planta. A concentração de brotação e frutificação na região basal da planta fez com que houvesse pisoteamento das ramas laterais nas etapas finais de colheita.

Ambiente protegido

Isto mostra a dominância do caráter silvestre e pouco domesticado do maxixe quando comparado a outras espécies como o pepino. Nas modernas variedades ginóicas de pepino, a frutificação ocorre principalmente na haste principal, com domínio sobre as brotações laterais (Maroto, 1994).

A grande vantagem do cultivo em ambiente protegido e condução com tutoramento e podas é a regularidade de produção, com o máximo de qualidade dos frutos. Uma das possibilidades de adequar a planta de maxixe a esse sistema de cultivo seria o tutoramento em rede agrícola, sem o uso de podas. Neste caso, a rede facilitaria o tutoramento vertical e horizontal das hastes secundárias e terciárias, evitando o contato dos frutos com o solo, melhorando sua qualidade e facilitando a colheita.

Outra dificuldade encontrada em ambiente protegido foi o manejo da caixa de abelhas para a polinização. Esta prática tem sido descrita por vários autores, tanto na polinização de pepino quanto na de melão, quando cultivados em ambiente protegido (Maroto, 1994; Robinson & Decker-Walters, 1997; Cañizares, 1998). No cultivo de melão pero o período de polinização é feito de maneira concentrada pois são deixados de 3 a 4 frutos/planta.

Presencia de polinizadores

Neste caso, a presença de polinizadores ocorre por um período curto de tempo. No cultivo de maxixe, como são realizadas diversas colheitas. O período de floração e frutificação pode se estender por meses. No atual experimento, com o passar do tempo houve uma redução considerável no número de indivíduos da colméia, o que provocou má formação de frutos atribuída à falta de polinização no final do ciclo da cultura. en primer lugar O manejo da caixa de abelhas em ambiente fechado ainda precisa ser melhor elucidado. Uma alternativa no manejo da polinização da cultura seria a abertura das cortinas e/ou telados laterais nos horários propícios para permitir a entrada de abelhas externas, sem a necessidade de colocação de caixas no interior do ambiente protegido.

Deixe um comentário


Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

cuadro verdePesquisar tópico de interesse

IrArriba