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AS/OS HORTALIÇAS/VEGETAIS NO SISTEMA DE ESPALDEIRAS/TRELIÇAS E A BOTRYTIS (BOTRYOTINIA)

AS/OS HORTALIÇAS/VEGETAIS NO SISTEMA DE ESPALDEIRAS/TRELIÇAS E A BOTRYTIS (BOTRYOTINIA)

O cultivo do pepino: AS/OS HORTALIÇAS/VEGETAIS NO SISTEMA DE ESPALDEIRAS E A BOTRYTIS (BOTRYOTINIA)

As/Os hortaliças/vegetais são particularmente importantes para a economia agrícola do México, por sua contribuição na geração de divisas e empregos no campo, por isso é importante protegê-las da Botrytis com o uso de treliças. O tomatemelão, melancia e pepino são os mais importantes (SIAP, 2012). A FAO (2008) relata que entre os países exportadores de pepino está o México (669.000 toneladas), com uma renda superior a 400.000.000 MXN, sendo os principais estados produtores Sinaloa e Sonora, com áreas plantadas de 1.185,5, 633,5 e 244,8, 124,5 ha em estufa e malha/rede de sombra, com rendimentos de 103,6, 80,6 e 194,5, 124,9 Ton/ha, respectivamente (SIAP, 2012).

Com o uso da malha/rede de suporte da HORTOMALLAS®, a circulação do ar e a exposição ao sol aumentam, evitando o contato com o chão e, assim, aumentando o valor e a quantidade da colheita.
O cultivo de pepino é de grande importância para o mercado mexicano.

As condições ideais para produzir pepino são as seguintes, segundo alguns autores:

  • Solo: O pepino pode ser cultivado em qualquer solo, mas responde melhor em terrenos argiloarenosos bem drenados. Se o solo não for ideal, é necessário providenciar as condições adequadas para evitar o excesso de água (alagamento) que em qualquer cultivo é um grande problema. A planta de pepino não tolera a salinidade, por isso o pH deve estar entre 5,5 e 6,8.
  • Temperatura: A temperatura ideal para o cultivo de pepino é entre os 20 e 30 graus centígrados.
  • Altura: A partir de 400 até 1.200 metros acima do nível do mar.
  • Precipitação: Não tolera excessos de agua, pelo que é produzido em zonas com uma precipitação entre os 500 e 1200 mm/ano.
  • Umidade relativa: Esta é uma planta com elevados requisitos de umidade, sendo a umidade relativa ideal de 60 a 70% durante o dia e de 70 a 90% durante a noite. No entanto, o excesso de umidade durante o dia pode reduzir a produção, ao diminuir a transpiração e, portanto, a fotossíntese. Com umidade ambiente superior a 90% a atmosfera é saturada com vapor de água, o que se torna um canal para o desenvolvimento de doenças fúngicas. Além disso, um cultivo úmido pela manhã começa a trabalhar mais tarde, dado que a primeira energia disponível deve ser transferida para as folhas, para poder evaporar a água de sua superfície.
  • Luminosidade: Este cultivo cresce, floresce e frutifica com normalidade mesmo em dias pequenos (com menos de 12 horas de luz), embora quanto maior a quantidade de radiação solar, maior é a produção.
  • Vento: Este é um fator determinante na produção de pepino. O vento de várias horas de duração e com velocidades acima de 30 Km/hora acelera a perda de água da planta, diminui a umidade relativa do ar e aumenta os requisitos hídricos da planta. Isso reduz a fertilização dos estilos florais. Em resumo, o vento diminui o crescimento, reduz a produção porque causa estresse mecânico, acelera a senilidade da planta e danifica folhas, flores e frutos. Por esse motivo, deve ser cultivado em locais abrigados ou colocar barreiras quebra-ventos.
Mosaico Romano, antigo, mostrando um cidadão descansando sob a sombra de uma planta de pepino que cresce em um tipo de treliça ou malha/rede.
Mosaico Romano, antigo, mostrando um cidadão descansando sob a sombra de uma planta de pepino que cresce em um tipo de treliça ou malha/rede.

Tutoramento com treliças: Existem registos de que algumas civilizações, como a dos antigos Romanos, conheciam técnicas para a produção de hortaliças/vegetais como a tutoria, eles faziam isso com a ajuda  de gradeados ou suportes do tipo malha/rede. Essa atividade, também altamente recomendada na atualidade, deve ser realizada antes da semeadura para evitar danificar as plântulas de pepino depois da semeadura e, também, evitar perder tempo em atividades de monitoramento durante ou após o plantio. É feito a 40 cm do solo, porque esta é a altura normal da planta até onde cresce sem tutor/guia. O tutoramento tornou-se uma prática essencial para manter a planta na vertical, melhorando a aeração geral e aproveitando melhor a radiação, bem como a realização de trabalhos culturais com muito mais eficiência. Tudo isso tem um impacto positivo na produção, na qualidade da fruta e no controle de pragas e doenças.

Nas pimentas chilis (malaguetas), assim como nos tomates, é aconselhável usar a malha de ambos os lados, fazendo um tipo de «sandwich» e amarrar os dois esticados com ráfia ou fixadores/prendedores entre as plantas para manter o cultivo direito.
Nas pimentas chilis (malaguetas), assim como nos tomates, é aconselhável usar a malha de ambos os lados, fazendo um tipo de «sandwich» e amarrar os dois esticados com ráfia ou fixadores/prendedores entre as plantas para manter o cultivo direito.

pepino em ambiente protegido com treliças ou tutorado, é o mais recomendado. Seu uso se traduz em uma melhor disposição das folhas para aproveitar a energia luminosa e uma maior ventilação (a qual promove menor incidência de pragas e doenças), a colheita é facilitada e permite o uso de densidades populacionais mais altas para obter altos rendimentos de frutos de melhor qualidade (Casilimas et al., 2012). Embora diferentes tipos de treliças tenham sido utilizadas neste cultivo (Casaca, 2005), em ambiente protegido, o suporte geralmente é realizado com fio de polipropileno (ráfia) (Gómez- Guillamón et al., 1997; FAO, 2002; Grijalva et al., 2011). A malha/rede para tutoramento de plástico pode ser usada para facilitar o tutoramento vertical em jitomate, pepino, pimento, melão, melancia e abóbora; com as vantagens de sua instalação fácil e rápida, além de ser reutilizável. Quando se tutora em malhas/redes, elas são colocadas verticalmente ao lado das fileiras de plantas, sujeitas/presas/fixas na parte superior aos arames da estrutura e, na parte inferior, é colocada outra fileira de arame ou ráfia onde é atada/amarrada a malha/rede tutora para treliças (Gómez-Guillamón et al., 1997; FAO, 2002; Aguado et al., 2008).

Cultivo de pepino com malha/rede treliça Hortomallas como sistema de apoio e guia; nesta foto, pode ser observado os suportes/apoios de madeira que, como no sistema com ráfia, podem ter uma distância variável entre as estacas.
Cultivo de pepino com malha/rede treliça Hortomallas como sistema de apoio e guia; nesta foto, pode ser observado os suportes/apoios de madeira que, como no sistema com ráfia, podem ter uma distância variável entre as estacas.

Atualmente, a prática de poda em cultivos hortícolas intensivos também está sendo usada com mais frequência para direcionar o crescimento e desenvolvimento da planta de maneiras mais produtivas. Em estufa, a poda é direcionada para deixar um ou vários caules/talos, eliminando determinados rebentos, folhas e brotos que, devido ao seu desenvolvimento excessivo, apenas frutificam produzindo frutos de qualidade inferior (Reche, 1995). Uma poda racional e equilibrada interfere na obtenção de frutos saudáveis e de melhor qualidade, melhorando a ventilação e a luminosidade, a colheita precoce ou tardia e facilita os tratamentos e outras práticas culturais (Reche, 1995). Nas produções partenocárpicas é comum a condução do pepino ao caule/talo (Luján et al., 2004) deixando todos os frutos (Reche, 1995); ao realizar essa prática e ao aumentar a densidade populacional, são obtidos frutos de maior valor comercial (Bravo et al., 2011), conforme relatado por López et al. (2011), que obtiveram o maior número de frutos/ha com o genótipo ‘Esperón’ conduzido a um caule/talo (17,7 frutos/planta).

Pepinos partenocárpicos. Estas variedades desenvolvidas são capazes de produzir frutos sem a necessidade de polinização.
Pepinos partenocárpicos. Estas variedades desenvolvidas são capazes de produzir frutos sem a necessidade de polinização.

O rendimento em ambiente protegido em comparação com os encontrados na intempérie, são significativamente diferentes. Higón (2002) relata que o pepino geralmente atinge rendimentos de 20 a 30 Ton./ha ao ar livre; enquanto que em estufa atinge 150 a 300 Ton./ha. No México, de acordo com os relatórios do SIAP (2013), o rendimento médio de pepino ao ar livre é 30,5 Ton/ha e em estufa é de 98,0 Ton/ha, com aumentos de 221%. Em solos pedregosos da península de Yucatán e na intempérie, a produção tecnicizada de pepino com malha/rede como a treliça e com fertirrigação por gotejamento, os rendimentos variam/flutuam entre 90 e 130 Ton/ha (SAGARPA, 2009).

Tabela comparativa de Ton/há produzidas em sistemas de tutoramento com malha/rede treliça e ráfia. Os cultivos de Pepino de qualidade Premium e qualidade standard em Sinaloa e Sonora 201; fonte SIAP
Tabela comparativa de Ton/há produzidas em sistemas de tutoramento com malha/rede treliça e ráfia. Os cultivos de Pepino de qualidade Premium e qualidade standard em Sinaloa e Sonora 201; fonte SIAP

Quer esteja planeando uma horta simples ou uma plantação industrial, proporcionar/usar umas treliças é sempre uma boa idéia para o crescimento de umas plantas vigorosas de pepino. Usando um emalhado para tutorar, os frutos são mantidos afastados do solo, favorecendo uma boa circulação de ar e incentivando a sua maturação. Esta e outras técnicas, cada vez mais conhecidas, estão sendo utilizadas em maior medida graças ao conhecimento dos benefícios oferecidos pelas “Boas Práticas Agrícolas ou BPA” como o uso de malha/rede treliça que faz parte das boas práticas. O uso de uma malha/rede treliça é uma maneira fácil e econômica de aproveitar ao máximo uma área de cultivo se nosso cultivo for compatível com o uso da malha/rede tutora, como no cultivo de pepino onde a malha/rede é usada por excelência, bem como no chuchu, abóboras, tomate, tomate cherry, melões, berinjela, feijão, chícharos, feijão verde e pimentas chili (malagueta) como o pimento e o serrano, como nossos amigos de HORTOMALLAS® vêm fazendo.

Exemplo de uma horta de quintal onde a malha/rede treliça pode ser utilizada como suporte/apoio para diferentes cultivos evitando a Botrytis.
Exemplo de uma horta de quintal onde a malha/rede treliça pode ser utilizada como suporte/apoio para diferentes cultivos evitando a Botrytis.

A Botrytis “podridão cinzenta”

Algo muito comum na primavera é a podridão, que ajuda o microrganismo Botrytis cinerea ou a Podridão Cinzenta que geralmente hiberna no solo. Esse parasita atua através de feridas ou flores não fecundadas, produzindo lesões castanhas nas folhas, nos caules/talos e nas flores. Afeta também os frutos em que causa uma mancha esbranquiçada. As pétalas infetadas caem e ajudam a dispersar o fungo, graças ao vento.

Pepino imaturo/verde afetado pela «podridão cinzenta», como comummente se conhece a doença causada pela Botrytis cinerea.
Pepino imaturo/verde afetado pela «podridão cinzenta», como comummente se conhece a doença causada pela Botrytis cinerea.

A Botrytis cinerea é um fungo fitopatogênico, ou seja, come matéria vegetal morta e ataca cerca de 200 cultivos a nível mundial, principalmente em regiões temperadas e subtropicais. Este patógeno é responsável por induzir uma ampla variedade de sintomas, os quais não podem ser generalizados através dos órgãos e tecidos vegetais. Os sintomas típicos das folhas e dos frutos são uma podridão suave, acompanhada pelo colapso dos caules/talos e tecidos, seguido de um rápido desenvolvimento de uma massa cinzenta que contém os esporos. (Veja a Fig.7)

Folhas de pepino infetadas com a Botrytis.
Folhas de pepino infetadas com a Botrytis.

Principais Doenças

Este cultivo é atacado por doenças fúngicas e bacterianas que aparecem quando as condições ambientais são favoráveis ao seu desenvolvimento e, geralmente, quando existem alterações de estados (do estado vegetativo para o florescimento) no cultivo. As mais comuns são:

  • Míldio lanoso
  • Míldio empoeirado, (‘oidium’)
  • Fusarium oxysporum y Fusarium solani ( Fusarium)
  • Pythium spp
  • Phytophthora spp
  • Rhizoctonia solani
  • Cercospora citrullina (Cercospora)
  • Colletotrichum orbiculare ( antracnosis)
  • Xantomonas
pepino afetado por Botrytis
Fruto de pepino afetado por Botrytis cinerea, uma tutoria com treliças HORTOMALLAS® poderia ter evitado.

Em pepinos, abobrinhas e morangos, a infeção por B. cinerea começa em flores mortas ou prestes a morrer e progride como uma podridão suave que dispersa e afeta o desenvolvimento de frutos adjacentes (Williamson et al., 2007). Este fungo patogênico é difícil de controlar porque possui uma grande variedade de modos de ataque, vários hospedeiros como fonte de inóculo e pode sobreviver de várias maneiras nos resíduos dos cultivos. Por essas razões, o uso de uma simples medida de controle não é suficiente e é necessário um conhecimento detalhado sobre a interacção patógeno-hospedeiro, do microambiente no qual o fungo se desenvolve e seus concorrentes microbianos localizados no hospedeiro (Williamson et al., 2007).

Planta de pepino infetada pela Botrytis, murcha pela doença.
Planta de pepino infetada pela Botrytis, murcha pela doença.

Recomendações

A simples mudança de práticas de cultivo em treliças, como a tutoria em malha/rede, cria uma diferença significativa na incidência de doenças como a Botrytis, entre outras relacionadas ao excesso de umidade e propagação devido ao manuseio excessivo ou deficiente, assumindo que essa melhoria é um rendimento maior no momento da colheita; portanto, se agregarmos o valor concedido por uma tutoria com malhas/redes treliças como as HORTOMALLAS®, que é dado pela redução de mão-de-obra de até 70%, um aumento considerável na quantidade e qualidade dos frutos em alguns casos até 30%, maior produção devido à maior polinização devido ao melhor acesso dos polinizadores às flores, menor perda de frutos devido ao pisoteio do pessoal e um crescimento mais rápido, pois a exposição aos raios solares é maior e a aeração também aumenta, com o beneficio extra de que aumentam os graus brix nos frutos, dado que existe maior respiração por parte da planta.

Pimento em estufa, com sistema de malhas/redes treliças HORTOMALLAS.
Pimento em estufa, com sistema de malhas/redes treliças HORTOMALLAS.

O uso frequentemente indiscriminado de agroquímicos fungicidas para prevenção e controle destas e outras pragas não faz parte das Boas Práticas Agrícolas, que se referem a todas as atividades desenvolvidas na produção agrícola para evitar ou reduzir danos ambientais, garantir produtividade adequada e obter produtos inócuos para as pessoas que os consomem, livres de contaminantes biológicos, físicos, químicos e genéticos. A formulação de princípios claros de boas práticas agrícolas poderia proporcionar a base para uma ação internacional e nacional concertada para desenvolver sistemas de produção agrícola sustentáveis que se concentrem no combate da Botrytis. A preocupação generalizada com os aspectos biológicos, ecológicos, econômicos e sociais da sustentabilidade dos atuais sistemas de produção agrícola destaca a necessidade de tomar medidas. Grandes ganhos de produtividade e eficiência foram obtidos através da tecnologia, inovação e mecanização, mas com certos custos para o meio ambiente. Ao mesmo tempo, a luta pela segurança alimentar com insumos e tecnologia inadequados nos países em desenvolvimento está esgotando os recursos naturais sem satisfazer a demanda. Além disso, as preocupações mundiais com a inocuidade dos produtos agropecuários estão aumentando. É necessária uma transição rápida para sistemas de produção sustentáveis e ordenação dos recursos naturais de que vive a comunidade. Esses sistemas integrarão em estreita relação as contribuições biológicas e tecnológicas, incorporarão de forma mais completa os custos de produção, sustentarão a produtividade e a estabilidade ecológica e restabelecerão a confiança do consumidor em seus produtos e métodos de produção.

Cultivo de pimento vermelho com sistema de malha/rede treliça Hortomallas.
Cultivo de pimento vermelho com sistema de malha/rede treliça Hortomallas.

Síntese sobre a Botrytis em pepinos feita por: Biólogo David Zuñiga, UdG

REFERÊNCIAS.

Gutiérrez, V. M. O., Lagunas, Á. A. M., Román, E. C., Serna, J. M., & López, M. R. (2014). O SISTEMA DE TUTORAMENTO E PODA NO DESEMPENHO DO PEPINO EM AMBIENTE PROTEGIDO. Interciencia,39(10), 712-717

Núñez-Rios, Tania; Leyva-Mir, Santos Gerardo; Rodríguez-Pérez, Juan Enrique; Mariscal-Amaro, Luis Antonio. (2013). ETIOLOGIA E CONTROLE DA NECROSE DE FLORES E PUDRIDÃO DE FRUTOS DE PEPINO EM MORELOS, MÉXICO. REVISTA CHAPINGO SÉRIE DE HORTICULTURA, Maio-Agosto, 255-266. 2http://www.gardendesk.com/2011/05/building-a-trellis-for-the-cucumbers.html 3http://factsanddetails.com/world/cat56/sub369/item2049.html http://www.alvinutrientes.com/blog/cuatro-enfermedades-del-melon-y-la-sandia-en-primavera/ Salvador Arias. 2007. Manual de produção: Produção de pepino. USAID-RED (PROGRAMA DE DIVERSIFICAÇÃO RURAL). No. P. 31 http://www.fitodiagnostico.com/Elemento/04033271906a42c8845a07e297c38b75 Rede de Alerta e Informação Fitossanitária. Ministério da Agricultura e Pescas. Direção Geral de Produção Agrícola e Pecuária. Junta de Andaluzia.

Você quer ver mais imagens da Malha/Rede de Suporte/Apoio para Pepino?

Você quer ver mais imagens da Malha/Rede de Suporte/Apoio para Pimenta Chili (Malaguetas) e Pimentos?

O cultivo do pepino: AS/OS HORTALIÇAS/VEGETAIS NO SISTEMA DE ESPALDEIRAS E A BOTRYTIS (BOTRYOTINIA)

As/Os hortaliças/vegetais são particularmente importantes para a economia agrícola do México, por sua contribuição na geração de divisas e empregos no campo, por isso é importante protegê-las da Botrytis com o uso de treliças. O tomatemelão, melancia e pepino são os mais importantes (SIAP, 2012). A FAO (2008) relata que entre os países exportadores de pepino está o México (669.000 toneladas), com uma renda superior a 400.000.000 MXN, sendo os principais estados produtores Sinaloa e Sonora, com áreas plantadas de 1.185,5, 633,5 e 244,8, 124,5 ha em estufa e malha/rede de sombra, com rendimentos de 103,6, 80,6 e 194,5, 124,9 Ton/ha, respectivamente (SIAP, 2012).

Com o uso da malha/rede de suporte da HORTOMALLAS®, a circulação do ar e a exposição ao sol aumentam, evitando o contato com o chão e, assim, aumentando o valor e a quantidade da colheita.
O cultivo de pepino é de grande importância para o mercado mexicano.

As condições ideais para produzir pepino são as seguintes, segundo alguns autores:

  • Solo: O pepino pode ser cultivado em qualquer solo, mas responde melhor em terrenos argiloarenosos bem drenados. Se o solo não for ideal, é necessário providenciar as condições adequadas para evitar o excesso de água (alagamento) que em qualquer cultivo é um grande problema. A planta de pepino não tolera a salinidade, por isso o pH deve estar entre 5,5 e 6,8.
  • Temperatura: A temperatura ideal para o cultivo de pepino é entre os 20 e 30 graus centígrados.
  • Altura: A partir de 400 até 1.200 metros acima do nível do mar.
  • Precipitação: Não tolera excessos de agua, pelo que é produzido em zonas com uma precipitação entre os 500 e 1200 mm/ano.
  • Umidade relativa: Esta é uma planta com elevados requisitos de umidade, sendo a umidade relativa ideal de 60 a 70% durante o dia e de 70 a 90% durante a noite. No entanto, o excesso de umidade durante o dia pode reduzir a produção, ao diminuir a transpiração e, portanto, a fotossíntese. Com umidade ambiente superior a 90% a atmosfera é saturada com vapor de água, o que se torna um canal para o desenvolvimento de doenças fúngicas. Além disso, um cultivo úmido pela manhã começa a trabalhar mais tarde, dado que a primeira energia disponível deve ser transferida para as folhas, para poder evaporar a água de sua superfície.
  • Luminosidade: Este cultivo cresce, floresce e frutifica com normalidade mesmo em dias pequenos (com menos de 12 horas de luz), embora quanto maior a quantidade de radiação solar, maior é a produção.
  • Vento: Este é um fator determinante na produção de pepino. O vento de várias horas de duração e com velocidades acima de 30 Km/hora acelera a perda de água da planta, diminui a umidade relativa do ar e aumenta os requisitos hídricos da planta. Isso reduz a fertilização dos estilos florais. Em resumo, o vento diminui o crescimento, reduz a produção porque causa estresse mecânico, acelera a senilidade da planta e danifica folhas, flores e frutos. Por esse motivo, deve ser cultivado em locais abrigados ou colocar barreiras quebra-ventos.
Mosaico Romano, antigo, mostrando um cidadão descansando sob a sombra de uma planta de pepino que cresce em um tipo de treliça ou malha/rede.
Mosaico Romano, antigo, mostrando um cidadão descansando sob a sombra de uma planta de pepino que cresce em um tipo de treliça ou malha/rede.

Tutoramento com treliças: Existem registos de que algumas civilizações, como a dos antigos Romanos, conheciam técnicas para a produção de hortaliças/vegetais como a tutoria, eles faziam isso com a ajuda  de gradeados ou suportes do tipo malha/rede. Essa atividade, também altamente recomendada na atualidade, deve ser realizada antes da semeadura para evitar danificar as plântulas de pepino depois da semeadura e, também, evitar perder tempo em atividades de monitoramento durante ou após o plantio. É feito a 40 cm do solo, porque esta é a altura normal da planta até onde cresce sem tutor/guia. O tutoramento tornou-se uma prática essencial para manter a planta na vertical, melhorando a aeração geral e aproveitando melhor a radiação, bem como a realização de trabalhos culturais com muito mais eficiência. Tudo isso tem um impacto positivo na produção, na qualidade da fruta e no controle de pragas e doenças.

Nas pimentas chilis (malaguetas), assim como nos tomates, é aconselhável usar a malha de ambos os lados, fazendo um tipo de «sandwich» e amarrar os dois esticados com ráfia ou fixadores/prendedores entre as plantas para manter o cultivo direito.
Nas pimentas chilis (malaguetas), assim como nos tomates, é aconselhável usar a malha de ambos os lados, fazendo um tipo de «sandwich» e amarrar os dois esticados com ráfia ou fixadores/prendedores entre as plantas para manter o cultivo direito.

pepino em ambiente protegido com treliças ou tutorado, é o mais recomendado. Seu uso se traduz em uma melhor disposição das folhas para aproveitar a energia luminosa e uma maior ventilação (a qual promove menor incidência de pragas e doenças), a colheita é facilitada e permite o uso de densidades populacionais mais altas para obter altos rendimentos de frutos de melhor qualidade (Casilimas et al., 2012). Embora diferentes tipos de treliças tenham sido utilizadas neste cultivo (Casaca, 2005), em ambiente protegido, o suporte geralmente é realizado com fio de polipropileno (ráfia) (Gómez- Guillamón et al., 1997; FAO, 2002; Grijalva et al., 2011). A malha/rede para tutoramento de plástico pode ser usada para facilitar o tutoramento vertical em jitomate, pepino, pimento, melão, melancia e abóbora; com as vantagens de sua instalação fácil e rápida, além de ser reutilizável. Quando se tutora em malhas/redes, elas são colocadas verticalmente ao lado das fileiras de plantas, sujeitas/presas/fixas na parte superior aos arames da estrutura e, na parte inferior, é colocada outra fileira de arame ou ráfia onde é atada/amarrada a malha/rede tutora para treliças (Gómez-Guillamón et al., 1997; FAO, 2002; Aguado et al., 2008).

Cultivo de pepino com malha/rede treliça Hortomallas como sistema de apoio e guia; nesta foto, pode ser observado os suportes/apoios de madeira que, como no sistema com ráfia, podem ter uma distância variável entre as estacas.
Cultivo de pepino com malha/rede treliça Hortomallas como sistema de apoio e guia; nesta foto, pode ser observado os suportes/apoios de madeira que, como no sistema com ráfia, podem ter uma distância variável entre as estacas.

Atualmente, a prática de poda em cultivos hortícolas intensivos também está sendo usada com mais frequência para direcionar o crescimento e desenvolvimento da planta de maneiras mais produtivas. Em estufa, a poda é direcionada para deixar um ou vários caules/talos, eliminando determinados rebentos, folhas e brotos que, devido ao seu desenvolvimento excessivo, apenas frutificam produzindo frutos de qualidade inferior (Reche, 1995). Uma poda racional e equilibrada interfere na obtenção de frutos saudáveis e de melhor qualidade, melhorando a ventilação e a luminosidade, a colheita precoce ou tardia e facilita os tratamentos e outras práticas culturais (Reche, 1995). Nas produções partenocárpicas é comum a condução do pepino ao caule/talo (Luján et al., 2004) deixando todos os frutos (Reche, 1995); ao realizar essa prática e ao aumentar a densidade populacional, são obtidos frutos de maior valor comercial (Bravo et al., 2011), conforme relatado por López et al. (2011), que obtiveram o maior número de frutos/ha com o genótipo ‘Esperón’ conduzido a um caule/talo (17,7 frutos/planta).

Pepinos partenocárpicos. Estas variedades desenvolvidas são capazes de produzir frutos sem a necessidade de polinização.
Pepinos partenocárpicos. Estas variedades desenvolvidas são capazes de produzir frutos sem a necessidade de polinização.

O rendimento em ambiente protegido em comparação com os encontrados na intempérie, são significativamente diferentes. Higón (2002) relata que o pepino geralmente atinge rendimentos de 20 a 30 Ton./ha ao ar livre; enquanto que em estufa atinge 150 a 300 Ton./ha. No México, de acordo com os relatórios do SIAP (2013), o rendimento médio de pepino ao ar livre é 30,5 Ton/ha e em estufa é de 98,0 Ton/ha, com aumentos de 221%. Em solos pedregosos da península de Yucatán e na intempérie, a produção tecnicizada de pepino com malha/rede como a treliça e com fertirrigação por gotejamento, os rendimentos variam/flutuam entre 90 e 130 Ton/ha (SAGARPA, 2009).

Tabela comparativa de Ton/há produzidas em sistemas de tutoramento com malha/rede treliça e ráfia. Os cultivos de Pepino de qualidade Premium e qualidade standard em Sinaloa e Sonora 201; fonte SIAP
Tabela comparativa de Ton/há produzidas em sistemas de tutoramento com malha/rede treliça e ráfia. Os cultivos de Pepino de qualidade Premium e qualidade standard em Sinaloa e Sonora 201; fonte SIAP

Quer esteja planeando uma horta simples ou uma plantação industrial, proporcionar/usar umas treliças é sempre uma boa idéia para o crescimento de umas plantas vigorosas de pepino. Usando um emalhado para tutorar, os frutos são mantidos afastados do solo, favorecendo uma boa circulação de ar e incentivando a sua maturação. Esta e outras técnicas, cada vez mais conhecidas, estão sendo utilizadas em maior medida graças ao conhecimento dos benefícios oferecidos pelas “Boas Práticas Agrícolas ou BPA” como o uso de malha/rede treliça que faz parte das boas práticas. O uso de uma malha/rede treliça é uma maneira fácil e econômica de aproveitar ao máximo uma área de cultivo se nosso cultivo for compatível com o uso da malha/rede tutora, como no cultivo de pepino onde a malha/rede é usada por excelência, bem como no chuchu, abóboras, tomate, tomate cherry, melões, berinjela, feijão, chícharos, feijão verde e pimentas chili (malagueta) como o pimento e o serrano, como nossos amigos de HORTOMALLAS® vêm fazendo.

Exemplo de uma horta de quintal onde a malha/rede treliça pode ser utilizada como suporte/apoio para diferentes cultivos evitando a Botrytis.
Exemplo de uma horta de quintal onde a malha/rede treliça pode ser utilizada como suporte/apoio para diferentes cultivos evitando a Botrytis.

A Botrytis “podridão cinzenta”

Algo muito comum na primavera é a podridão, que ajuda o microrganismo Botrytis cinerea ou a Podridão Cinzenta que geralmente hiberna no solo. Esse parasita atua através de feridas ou flores não fecundadas, produzindo lesões castanhas nas folhas, nos caules/talos e nas flores. Afeta também os frutos em que causa uma mancha esbranquiçada. As pétalas infetadas caem e ajudam a dispersar o fungo, graças ao vento.

Pepino imaturo/verde afetado pela «podridão cinzenta», como comummente se conhece a doença causada pela Botrytis cinerea.
Pepino imaturo/verde afetado pela «podridão cinzenta», como comummente se conhece a doença causada pela Botrytis cinerea.

A Botrytis cinerea é um fungo fitopatogênico, ou seja, come matéria vegetal morta e ataca cerca de 200 cultivos a nível mundial, principalmente em regiões temperadas e subtropicais. Este patógeno é responsável por induzir uma ampla variedade de sintomas, os quais não podem ser generalizados através dos órgãos e tecidos vegetais. Os sintomas típicos das folhas e dos frutos são uma podridão suave, acompanhada pelo colapso dos caules/talos e tecidos, seguido de um rápido desenvolvimento de uma massa cinzenta que contém os esporos. (Veja a Fig.7)

Folhas de pepino infetadas com a Botrytis.
Folhas de pepino infetadas com a Botrytis.

Principais Doenças

Este cultivo é atacado por doenças fúngicas e bacterianas que aparecem quando as condições ambientais são favoráveis ao seu desenvolvimento e, geralmente, quando existem alterações de estados (do estado vegetativo para o florescimento) no cultivo. As mais comuns são:

  • Míldio lanoso
  • Míldio empoeirado, (‘oidium’)
  • Fusarium oxysporum y Fusarium solani ( Fusarium)
  • Pythium spp
  • Phytophthora spp
  • Rhizoctonia solani
  • Cercospora citrullina (Cercospora)
  • Colletotrichum orbiculare ( antracnosis)
  • Xantomonas
pepino afetado por Botrytis
Fruto de pepino afetado por Botrytis cinerea, uma tutoria com treliças HORTOMALLAS® poderia ter evitado.

Em pepinos, abobrinhas e morangos, a infeção por B. cinerea começa em flores mortas ou prestes a morrer e progride como uma podridão suave que dispersa e afeta o desenvolvimento de frutos adjacentes (Williamson et al., 2007). Este fungo patogênico é difícil de controlar porque possui uma grande variedade de modos de ataque, vários hospedeiros como fonte de inóculo e pode sobreviver de várias maneiras nos resíduos dos cultivos. Por essas razões, o uso de uma simples medida de controle não é suficiente e é necessário um conhecimento detalhado sobre a interacção patógeno-hospedeiro, do microambiente no qual o fungo se desenvolve e seus concorrentes microbianos localizados no hospedeiro (Williamson et al., 2007).

Planta de pepino infetada pela Botrytis, murcha pela doença.
Planta de pepino infetada pela Botrytis, murcha pela doença.

Recomendações

A simples mudança de práticas de cultivo em treliças, como a tutoria em malha/rede, cria uma diferença significativa na incidência de doenças como a Botrytis, entre outras relacionadas ao excesso de umidade e propagação devido ao manuseio excessivo ou deficiente, assumindo que essa melhoria é um rendimento maior no momento da colheita; portanto, se agregarmos o valor concedido por uma tutoria com malhas/redes treliças como as HORTOMALLAS®, que é dado pela redução de mão-de-obra de até 70%, um aumento considerável na quantidade e qualidade dos frutos em alguns casos até 30%, maior produção devido à maior polinização devido ao melhor acesso dos polinizadores às flores, menor perda de frutos devido ao pisoteio do pessoal e um crescimento mais rápido, pois a exposição aos raios solares é maior e a aeração também aumenta, com o beneficio extra de que aumentam os graus brix nos frutos, dado que existe maior respiração por parte da planta.

Pimento em estufa, com sistema de malhas/redes treliças HORTOMALLAS.
Pimento em estufa, com sistema de malhas/redes treliças HORTOMALLAS.

O uso frequentemente indiscriminado de agroquímicos fungicidas para prevenção e controle destas e outras pragas não faz parte das Boas Práticas Agrícolas, que se referem a todas as atividades desenvolvidas na produção agrícola para evitar ou reduzir danos ambientais, garantir produtividade adequada e obter produtos inócuos para as pessoas que os consomem, livres de contaminantes biológicos, físicos, químicos e genéticos. A formulação de princípios claros de boas práticas agrícolas poderia proporcionar a base para uma ação internacional e nacional concertada para desenvolver sistemas de produção agrícola sustentáveis que se concentrem no combate da Botrytis. A preocupação generalizada com os aspectos biológicos, ecológicos, econômicos e sociais da sustentabilidade dos atuais sistemas de produção agrícola destaca a necessidade de tomar medidas. Grandes ganhos de produtividade e eficiência foram obtidos através da tecnologia, inovação e mecanização, mas com certos custos para o meio ambiente. Ao mesmo tempo, a luta pela segurança alimentar com insumos e tecnologia inadequados nos países em desenvolvimento está esgotando os recursos naturais sem satisfazer a demanda. Além disso, as preocupações mundiais com a inocuidade dos produtos agropecuários estão aumentando. É necessária uma transição rápida para sistemas de produção sustentáveis e ordenação dos recursos naturais de que vive a comunidade. Esses sistemas integrarão em estreita relação as contribuições biológicas e tecnológicas, incorporarão de forma mais completa os custos de produção, sustentarão a produtividade e a estabilidade ecológica e restabelecerão a confiança do consumidor em seus produtos e métodos de produção.

Cultivo de pimento vermelho com sistema de malha/rede treliça Hortomallas.
Cultivo de pimento vermelho com sistema de malha/rede treliça Hortomallas.

Síntese sobre a Botrytis em pepinos feita por: Biólogo David Zuñiga, UdG

REFERÊNCIAS.

Gutiérrez, V. M. O., Lagunas, Á. A. M., Román, E. C., Serna, J. M., & López, M. R. (2014). O SISTEMA DE TUTORAMENTO E PODA NO DESEMPENHO DO PEPINO EM AMBIENTE PROTEGIDO. Interciencia,39(10), 712-717

Núñez-Rios, Tania; Leyva-Mir, Santos Gerardo; Rodríguez-Pérez, Juan Enrique; Mariscal-Amaro, Luis Antonio. (2013). ETIOLOGIA E CONTROLE DA NECROSE DE FLORES E PUDRIDÃO DE FRUTOS DE PEPINO EM MORELOS, MÉXICO. REVISTA CHAPINGO SÉRIE DE HORTICULTURA, Maio-Agosto, 255-266. 2http://www.gardendesk.com/2011/05/building-a-trellis-for-the-cucumbers.html 3http://factsanddetails.com/world/cat56/sub369/item2049.html http://www.alvinutrientes.com/blog/cuatro-enfermedades-del-melon-y-la-sandia-en-primavera/ Salvador Arias. 2007. Manual de produção: Produção de pepino. USAID-RED (PROGRAMA DE DIVERSIFICAÇÃO RURAL). No. P. 31 http://www.fitodiagnostico.com/Elemento/04033271906a42c8845a07e297c38b75 Rede de Alerta e Informação Fitossanitária. Ministério da Agricultura e Pescas. Direção Geral de Produção Agrícola e Pecuária. Junta de Andaluzia.

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